N'aquele domingo você não foi, e com certeza nunca mais virá, é triste ter que admitir, mas você inesperadamente se foi, não houve momento algum para despedidas, a impressão que temos é que a qualquer momento você vai chegar, abrindo o portão e gritando Hilza, minha cunhada cheguei, e depois sua sonora gargalhda, brincando e abraçando a todos, é Marisa, mas a vida tem que prosseguir...
Você foi Marisa da Ilha do Bananal, do Rio Araguaia, de Pirínopolis, de Goiânia, Marisa de Jandyras, Albericos, Carlos, Clodomares, Hilzas e Marcelis, de Patricks, Vanesas, Thiagos, Youres e Rafaels, de Rauls, Rosarys, Elias, Sônias e Suelys, de Márcias, Cristianos, Erikas e Carolinas. Marisa do seus alunos. Da faculdade de arquitetura. Marisa das Borboletas.
Marisa de tantas histórias e fotografias, de tantos projetos e tantos sonhos, das balas perdidas, das mãos assassinas.
Marisa agora é mulher das borboletas encatadas do Jalapão, das mil fotograis registradas, das músicas de Joãos e Elises, Bethânias e Chicos, Marisa é também a Guerreira das Saudades, e o Viajos Solitário nas grandes portas do Além.
Partiu em seu barco na grande jornada espiritual, uma pena não ter se despedido.
Pra Marisa as minhas saudades e as minhas gratidões,