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Sonhos de Ícaro

Outros Sonhos


Quarta-feira, Setembro 29, 2004



Ícaro, o homem que voa, estava num ponto eqüidistante entre a razão e a loucura, entre o céu e o inferno.
Aprendera a voar através das palavras, permeava idéias, costurava pensamentos, buscava o conhecimento, não estava em busca da sabedoria, esta viria de dentro para fora, aprendera que o homem inteligente era aquele que conhecia aos outros, mas o sábio era aquele que conhecia a si mesmo.
Perguntava-se se a erudição era sabedoria e descobrira que era inteligência, conhecer autores consagrados, filósofos, pensadores fossem lhe trazer sabedoria, não, trouxeram apenas o conhecimento que seriam os indicadores do caminho longo a ser trilhado.
Descobrira que não bastariam apenas as palavras bem escritas e pontuadas, teria ele que passar pelo flagelo da dor intíma para lograr o êxito, por diversas vezes ingenuamente abrira o coração àqueles seres que nas noites lhe faziam companhia, por alguns se fizera admirado por outros odiados.
Tinha conhecimento que sua presença não era bem vinda em vários lugares porque dentro de si aprendera a agir com franqueza, a verdade por vezes açoita, machuca, assusta...
Mas não se importava!
Ícaro, era forte e frágil, essa dualidade do ser talvez fosse proveniente do profano e do sacro que trazia no nome, era o bem e o mal, estava ele aprendendo a equilibrar estes parâmetros que permeiam a alma de qualquer ser humano.
Das palavras doces, poderia atacar, das palavras amargas mostrar a dor, mas nunca se revelara por inteiro, deixava sempre para trás uma ponta de mistério, com alguns se abrira, e colhera os bons frutos da amizade e do companheirismo, com outros aprendera o caminho das pedras, das falsidades, suportou tudo e a todos, fez-se suportado, amado e odiado, fez-se um sonhador.
E Orion parte junto de Ícaro o lendário homem que voou um dia com vocês...
Agora o homem que voa, está de partida para algum lugar do infinito, deixando para trás os tempos: pretérito, presente e futuro, em seu lugar vem o homem que lhe deu asas, que lhe permitiu explorar a liturgia das palavras, iradas algumas vezes, sinceras outras tantas e sempre verdadeiras, partirá para Orion a constelação nebulosa distante.Surge no cenário deste mundo: Carlos Cristiano um homem em busca de respostas para suas perguntas e suas Idéias Abstratas.


Mensagem deOrion Quarta-feira, Setembro 29, 2004

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