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Sonhos de Ícaro

Outros Sonhos


Sábado, Agosto 21, 2004



A idealização do amor.

A idealização do amor nos tempos modernos data do final do século XVIII, quando os homens se viram perdidos nas suas vidas palacianas, temos em Dom Quixote a característica deste amor, onde os moinhos são Dragões e Dulcinéia o objeto do raro amor. Nos dias atuais falar de amor e exercitá-lo tem sido uma árdua tarefa, sentimentos e valores mudaram, por vezes somos amados e não sabemos, noutras como você mesmo coloca somos e sabemos, mas não correspondemos, é um ciclo! Noutras vezes julgamos amar incondicionalmente aceitando o ser querido com suas limitações, querências e outros fatores.Mas também exigimos das pessoas que amamos, é errado?! Não sei?! Então falar de amor é falar de um sentimento nobre, mas extremamente controverso e abstrato, então parto para viver o amor e deixar esta discussão interminável que durará por séc e séc. para mim me basta saber que o amor existe, seja passional, devocional ou incondicional, seja ele concreto ou abstrato, o importante e amar e ser amado!



Mas eu prefiro tocar
Com mãos firmes e fortes, porém suaves.
Invadir sem agressões.
Os teus pés:
Venerando-os
Beijando-lhe
Acariciando com a língua
E com as mesmas mãos percorrendo pernas e coxas:
Tocando, explorando...
Sem pressa!
Como um ritual a ser seguido
Boca e língua se deliciando ante a permissividade,
alheio a vontade
Seguindo o instinto animalesco que o homem ainda traz
então estas mesmas mãos que tocam o corpo.
Carrega e,
levando-o ao local calmo e tranqüilo
então os corpos pulsam, se enroscam, fundindo-se através de bocas e línguas, salivas
Num só corpo, mãos ávidas, mãos tranqüilas...
Tiram suas impressões
descobrem-se
:
E brincam salutarmente
Não há dominado nem dominador
Entregam-se com calma
a mão agora força o a nuca, espalmada segura as costas,
o abraço forte , sinônimo de desejo, tesão, carinho e cuidado
fálos se encontram, não como numa luta de espadas violentas, mas numa dança
copular
Entregam-se aos devaneios da luxúria
o paladar, o olfato exploram cada pedaço de pele,
as axilas exalam hormônios inebriante
Cada um ao seu modo explora o outro, conhecendo aromas, sabores...
Sugam-se simultaneamente
Brincam com bolas uma hora aqui outrora ali,
São cúmplices!
A luz tênue e difusa espalha-se sobre os corpos, a lua é testemunha ocular!
Não há pecado
Não há mais dor
Há sim, prazer, não trocam palavras, não há necessidade...
Não verbalizam, mas erotizam cada gesto...:
Mãos ágeis cadenciam o ritmo, num vai e vem tranqüila, mão forte que se apertam, que entrelaçam dedos como quisessem prolongar ao máximo aquele momento, e abraçados ficam até o despertar do dia...
Mensagem deOrion Sábado, Agosto 21, 2004

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