
Mensagem deOrion Sexta-feira, Agosto 06, 2004![]()
¿A casa onde eu nasci, embora já não seja minha, permanece intacta em mim como a escultura de uma caravela em uma garrafa: uma casa dentro da memória¿.
Lya Luft em Mar de Dentro
Por volta das três horas da manhã João acordara, uma tênue luz azulada quebrava a monotonia escura daquele quarto, ainda sonolento colocara os óculos, sua miopia lhe atrapalhava enxergar além do que seus olhos alcançavam, abrira a cortina de chantung em tom pastel e debruçara-se no peitoril da janela.
Ainda no escuro vasculhara os móveis fracamente iluminados pelos raios fulgidos da lua minguante a procura de uma carteira de cigarros outrora ali esquecida, fazia um longo tempo em que não se deleitava com aquele prazer mortal.
Instintivamente levara um cigarro a boca por sorte tinha sempre fósforos na gaveta da cômoda, acendera lentamente e sorvera a fumaça com um prazer indescritível, lembrando-se de sua mãe sempre a repreender-lhe o vício, poderia ter um câncer ou um infarto.
Ele já tinha o câncer no seu código genético, o cunhado que nunca fumara e mantinha uma vida saudável e equilibrado àquela hora da madrugada estava largado aos cuidados de uma enfermeira qualquer se recuperando de uma safena e uma mamária, era engraçada a situação!
Da janela aberta observa o gramado os coqueiros que o avô plantara para cada neto nascido, voltara no tempo, lembrava-se dos olhos azuis do avô, e ria calado perdera a noção do tempo real por perder-se no tempo da imaginação, das brincadeiras de menino na gangorra improvisada numa escada onde o madeirame empenado transformou-se num divertido brinquedo, voltara por breves instantes a ser a criança alegre e robusta, de olhos verdes e arteira.
O cigarro queimando por entre os dedos era sorvido aos poucos, novas recordações vieram, e ele lembrava-se de cada uma com um carinho peculiar, a fumaça perdia-se na brisa da madrugada e seus pensamentos vagavam livres como ele estava se sentindo.
Vestiu uma cueca e uma blusa de lã e fora pra varanda apreciar a Lua que lhe acordara, recostado na rede voltou a divagar entre as lembranças do passado distante e do passado presente!
Não estava triste quem de longe pudesse observar o olhar de João tão distante assim veria em seus olhos um brilho que era raro nos dias atuais. Sim ele estava feliz, estava em paz consigo mesmo!
Então num rompante costumeiro levantou-se da rede e de cueca mesmo pegou a sua bicicleta colocou um cd no discman e foi-se pela madrugada pedalando e feliz por estar se reencontrando, já não tinha medo do passado, bendito João que encontrou no luar invasor uma paz momentânea!
Retornara para sua câmara por volta das cinco e meia, o negrume da noite começara ceder lugar aos barulhos matinais da cidade acordando, os pássaros dando os primeiros gorjeios, o sol começando apontar timidamente sua claridade tingindo o horizonte com as cores esmaecidas da alvorada, então se recolhera ao leito certo que um novo dia estava também começando, no semblante agora dominado por Morfeu, via-se estampado um sorriso de paz, o semblante sereno era resultado de bons sonhos ou bom sono, nunca ninguém saberia!
Enquanto a cidade despertava para mais um dia João dormia feliz!
Fim de semana passou, a Lua já está na minguante, perdi meu celular, com este posso contabilizar 5 aparelhos perdidos, mas já estava na hora, não tinha um ano de uso e já apresentava problemas de bateria, solução: comprar um novo, mas vai ficar pra depois,.Mensagem deOrion Segunda-feira, Agosto 02, 2004
Fim de semana tenso, mas estou tranquilo a nuvem negra passando e deixa algumas marcas positivas, palavra de ordem UNIÃO, estamos mais unidos e fortalecidos aqui em casa!
Fim de semana Estampado por Ana Carolina e revisitando a poesia de Fernando Pessoa, no MSN com algumas pessoas, tentnado entender o porque de tantos por ques, me encontrando, mas esta música abaixo me traduziu, estou vivo e isto já basta!
Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
A outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só trocando passos com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessa que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa ...