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Terça-feira, Julho 06, 2004

Capitulo Vll A Decisão final

Depois de muito relutar com a idéia, cedera à tentação de fazer tal empreitada, passada mais de uma semana escrevera uma carta onde relatava a saudade e a vontade de estarem juntos novamente, gravara também um cd com músicas que contavam toda uma história vivida naqueles sete anos e o tempo seguinte ao fim daquela história de amor, uma história que fora feita na base das descobertas, das conversas.
Otavio às vezes sentava-se em alguns lugares, recordando-se de quando e como se conheceram das noites olhando o céu, dos sonhos em comum, mas depois de cinco anos Otávio fora acometido de uma depressão, lutaria silenciosamente contra ela, uma guerra desleal, nunca soube explicar o motivo, ocorreram brigas por motivos banais, outras nem tão banais assim, aos poucos perderia Pedro que já navegava em outros mares, não sabia se por dó ou remorso, mas ainda estava com ele, mas um dia não mais que um dia, ele, Pedro chega a Otávio e lhe fala secamente: eu não te amo mais, e era naquele momento que o outro mais precisava de amor.
Otávio fizera por onde, enciumado falava de coisas que pensava ser certo, depois descobriria que estava tão certo quanto dois e dois são quatro, fora um golpe, aos poucos descobriria que anulara sua vida por causa de Pedro, mas não se arrependera de nada, ao escrever aquela carta recordara-se do ritual de todos os dias ir buscá-lo na faculdade, era uma alegria, e conversavam, riam falavam do seu dia.
A primeira vez que Pedro adentrara o recinto doméstico de Otávio fora por ocasião de seu aniversário, era outubro, um domingo festivo, a família já o conhecia por inúmeros telefonemas trocados em quase um ano.
Ao ver Pedro pela primeira vez em sua casa seus olhos brilhavam mais ainda, seus pais o trataram tão bem, o gelo fora quebrado, algum tempo depois a própria mãe de Otávio encarregar-se-ia de lhe fornecer a chave do portão.
Passaram-se anos...
Quantas manhãs Pedro não entraria sorrateiramente na câmara coberta pela penumbra a beijar-lhe a face docemente dos beijos pra outras brincadeiras era um pulo, e tam por muito tempo fizeram amor com a luz da manhã a banhar-lhes o corpo, quanta saudade estava naquela carta.
Ao témino daquela missiva, os olhos marejados vertiam lágrimas, sim ainda amava Pedro, colocou a carta entre as páginas do livro, embrulhara-o como se fora um tesouro e junto colocara o cd, o qual havia intitulado Vida, Morte, Paixão e Amor, a história de nós dois...
Há quase um mês que está para ser postado, mas Otávio reluta, lhe falta coragem, tem medo, um dia talvez ele resolva mandar tudo, mas por enquanto vai trilhando sozinho o caminho dessa vida...
E lembrando-se de Pessoa...
¿Outrora eu era d¿aqui e hoje regresso estrangeiro do que fui...¿
E então eoncontra Augusto novamente e novamente fazem amor, é uma amizade colorida...
Mensagem deOrion Terça-feira, Julho 06, 2004

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