
Mensagem deOrion Terça-feira, Junho 08, 2004![]()
Capitulo VI A Sedução
Naquela noite Otávio e Augusto descobririam além da empatia que os unia, uma outra faceta, a sexualidade latente que seria um vínculo que carregariam para o resto dos dias que ainda passassem naquela existência.
No descuido de Augusto, Otávio aproveitara maliciosamente acariciando com seus pés, usava-os como se fossem mãos, com o pé direito explorava o sexo de Augusto e outro tocava aqueles lábios, ele estava perplexo, mas aceitava tudo, veria do que Otávio era capaz.
Sem resistência, entregava-se mais e mais, sentia o corpo sendo explorado, Otávio lembra-se das circunstâncias que os aproximara, não se esqueceria nunca do sorriso de Augusto e de seus braços fortes, onde era ornado por uma tatuagem que o fascinara.
Estava agora dividido entre continuar ou não, mas perdera a noção do perigo de perder o amigo, e agora usava também a língua e boca, sabia o que e como fazer.
Augusto deitado entregara-se sem remorso, mais tarde falariam sobre os medos, a boca de Otávio explorava os dedos daqueles pés com a boca, sugando-os, apertava-lhe os pés com mãos hábeis, fazendo seu parceiro arquear o corpo como se ondas elétricas percorressem todo aquele corpo, uma mistura de dor e prazer que agradava a ambos.
Ficara de pé e usava os pés para provocar-lhe em todos os pontos sensoriais, pisoteava o abdômen com calma, o torso com prazer, com atenção redobrada aos mamilos. Descera o pé em direção ao escroto apertando-o com suavidade, havia prazer!
Vai se curvando até sentar-se no abdômen de Augusto, abrindo-lhe os braços a crucificá-lo, as axilas exalam os hormônios sexuais, excitados, as bocas se encontram na luxuria sôfrega da carne.
Os corpos vão se encaixando, mas Otávio domina mais um pouco aquela luta, e vira ¿o, cola seu corpo nas costas de Augusto, ambos são altos passam de 1.85, morde-lhe a nuca como um garanhão ao dominar outro, subjugado, ele rende-se, deixa-se penetrar pela força e fúria invasora, e uma calma dantesca toma conta daquele inferno.
Procuram o ritímo e o encontram, não se ouve uma palavra, apenas respirações ofegantes e rápidas, o gozo aproxima num estetor violento, Augusto prolonga aquela agonia ao máximo, há mais prazer ainda, alcançam o gozo simultaneamente, continuam colados por um breve instante e depois cada um a seu tempo, vão se recompondo calmamente como tudo começara, e como numa combinação riem gostosamente, sem culpas ou medos, apenas certos que estariam mais cúmplices e retomam a conversa onde Augusto lhe sugere....