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Sonhos de Ícaro
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Terça-feira, Junho 01, 2004



Parte V Otávio Seduz

...Augusto aprendera com a vida a entender e a ajudar um amigo, estava lá para apoiar Otávio, tinha a noção que não resistiria por muito mais tempo aos encantos daquele homenzarrão que agora parecia mais um uma criança encolhida, Otávio sempre usara a posição fetal para sentir-se protegido, não seria diferente, mas estava feliz com aquela conversa, sentia as mãos de Augusto percorrendo seus pés, gostava daquilo, sabia que seus pés sempre era alvo de cobiça e prazer para alguns fetiches.
Aquela sensação de relaxamento causada pelas mãos ágeis de Augusto, coitado deste, foram se modificando, e em poucos minutos Otávio despertaria outros sentimentos menos nobres, mas tão sinceros que não se culparia. Instalara-se neste um desejo latente, então um jogo de sedução começou.
Augusto não se conteve mais passara a apertar cada dedo daqueles pés, de uma forma sensual, Otávio muda de posição, com as pernas agora esticadas coloca os pés nos dele acariciando suas genitália que está desperta, sim desconfiara deste fetiche do pobre Augusto, em uma conversa informal entre ambos ele pergunta a Otavio o por que de tantas sandálias havaianas parecia mais uma coleção, e recebe a resposta que não esperava tinha tara por seus pés e ficava excitado quando algum outro ser lhe elogiava os pés, narrara pra ele nesta ocasião um fato que lhe marcaria para sempre, uma vez ao ir ao pedólogo ficara excitado quando este começou a acariciar-lhe os pés, descobrira a perdição.
E tudo aquilo acontecia numa fração de segundos, lembrara-se de outra vez em que Augusto ficara desconcertado quando ele pedira que tirasse umas fotos de seus pés, notara o desconforto do outro ante o tal pedido, não fora malicioso, apenas queria registrar os seus pés, notara em Augusto uma excitação que não era possível esconder.
Passaram ¿se longos dias, e agora Otávio estava a mercê das mãos mágicas de Augusto, a câmara antes mortuária enchera-se de uma energia conhecida, momentaneamente esquecera-se de Pedro e entregara-se aos caprichos do sexo livre, era chamado de puto naquela hora, o amigo pede encarecidamente que não o seduza, fora em vão tal pedido.
Passara a provocar a libido de Augusto esfregando-lhe um pé na face e outro no falo túrgido e pulsante, avisara a Augusto do risco que correria ao mexer em seus pés, não acreditara,
Augusto vencido se entrega sem pudores, o lençol que encobria Otávio vai sendo lentamente arrancado ao mesmo tempo tira também o véu que encobre o presente, revelando a cueca branca que não mais oculta a excitação a boca sedenta engole dedos e pés, sobe lambendo-lhe as pernas, encanta-se com a tatuagem, tira-lhe a cueca e a camiseta, revela-se mais ainda nos piercings que provocam em Augusto ondas elétricas ao tocar com a língua o metal frio, Otávio delicia-se com a inocência daquele homem de aparência rude mas de sorriso largo, da boca que fala e xinga, dos gestos precisos, fortes e suaves.
Otávio acorda do seu pesadelo direto para a vida que pulsa naquele instante nas mãos do amigo, subitamente levanta-se e passa a dominar a situação.
Num acesso de loucura joga Augusto na cama, esquece-se que são amigos naquela hora, arranca-lhe toda a roupa, ele pede que não faça novamente, pedido negado, ele agora seria subjugado, e teria Otávio como seu executor, e este o amarra começa e a explorar o corpo que se debate imobilizado, não como numa luta onde a vencedor e vencido, ambos sairiam vitoriosos.
Otávio dono de si e da situação alheia, provoca Augusto, usa seus pés como instrumentos de tortura e prazer, esfrega o homem com seus pés, percorre explorando-o, passa suavemente, depois com pressão, no limite da dor e do prazer, Augusto contorce o corpo, é prazer, Otávio aplica-lhe o golpe fatal enfia pé e dedos na boca de Augusto que geme ,não lhe é permito falar.
Cansa-se de usar os pés, começa a usar a boca e as mãos, não mais reagiria, entrega-se, Otávio abre-lhe então os braços como se fosse crucificar o amigo, o amante, então sua língua passeia entre os dedos das mãos descendo pelos braços até as axilas, o cheiro de sexo é forte, e ri maldosamente, sim estava penalizado, mas agora iria consumar o ato até sentir-se saciado...
Liberta Augusto e deixa-o livre para partir, mas não vai e começa a gostar, sabia que outras vezes aconteceriam sem penalidade para a amizade de ambos e aconteceu...


Mensagem deOrion Terça-feira, Junho 01, 2004

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Segunda-feira, Maio 31, 2004



Parte IV O Despertar

... Acordara surpreso com a presença de Augusto em sua câmara e um tanto irritadiço, ficava emputecido quando lhe despertavam assim com surpresas, mas sim ele estava ali em carne e osso, continuou na cama, calado, reprimindo suas emoções, estava com uma dúvida atroz, confiar ou não naquele que acabara de entrar, optara pelo sim,
Augusto vê o semblante inquieto, os olhos de Otávio não fixavam em ponto algum, muito menos em teus olhos, observava cada detalhe daquele que ainda estava sobre a cama, mas não deixaria o amigo naquelas circunstâncias.
Travaram uns dialogo mornos, monótonos e monossilábicos, instigara a contar o que deixara assim tão prostrado, e Otávio com os olhos e a voz embargados pela emoção narra o fatídico encontro que terminaria em denunciar que amor nunca acabara apenas estava adormecido.
Conversaram por horas, Otávio sente-se leve, começa a ouvir o que lhe fala, riem, mais leve começam a falar de amenidade, já não se sentia tão triste, Augusto acomodara-se na outra ponta da cama e começou a massagear os pés dele, conhecedor dos instintos animalescos do amigo por pés, provocara a libido que naquela hora estava baixa, riram da situação.
Augusto pergunta se ele, Otávio não estaria sendo orgulhoso e aconselha-o a procurar por Pedro, este reage com uma negativa, então sugere lembre de algo que ele goste. Lembra-se de Fernando Pessoa, sim Pedro, conhecera a densa poesia do poeta lusitano através do livro emprestado anos antes, seria este caminho para se falarem novamente, pensa, repensa no ato, na emoção, lhe é sugerido colocar entre as páginas do livro um convite para conversarem num lugar neutro, fica pensativo.
Augusto ainda brinca com os pés de Otávio, uma sensação estranha e gostosa toma conta de seu corpo, as mãos agora começam a explorar o lado sexual dos pés, são diversos elogios aos pés Otavianos, que ele também tê-los, onde quer que pisasse sempre encontraria alguém a lhe elogiar os pés, mas aquilo estava se tornando uma situação insustentável e incontrolável para ambos.
Mais um pouco sucumbiria aos desejos da carne, sabia que nestas horas de angústia, o sexo era o remédio preferido, mas não seria com um desconhecido e sim com um amigo que já lhe despertara outras vezes, mas faltara a coragem, não recuaria desta vez, carente iria até o fim cederia aos apelos da luxúria, cada um ostentava no rosto um sorriso malicioso.
Algo pairava no ar entre eles, quem tomaria a iniciativa de falar os desejos até então reprimidos não importaria. Deixou-se levar pelos devaneios etéreos.
Augusto o cativara através do olhar simples e limpo, do sorriso bonito, da placidez em ajudar os outros, não reconhecera a primeira vez em que se viram, ele sem terno parecia outro, conversaram por alguns breves instantes, desfez-se a impressão de que o outro era sisudo e riram como dois amigos, velhos conhecidos, encontrara nele um conforto, já havia olhado para Augusto com olhos de desejo, mas reprimira, uma amizade poderia ter sexo, mas estava agora tão fragilizado que rendeu-se ao encantos daquele amigo.
Sim, seduzira - o por seus pés... e fora seduzido pelo toque daquelas mãos ...
Mensagem deOrion Segunda-feira, Maio 31, 2004

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Parte III O Filme

Otávio decedira aproveitar o cinema, não sem antes tomar uma água e um café, fumaria dois cigarros, suas
mãos tremiam, conforme tinha combindado no dia anterior de encontrar com Leo, iria cumprir o restantante da agenda, mas seu amigo percebera a inquietude instalada naqueles olhos verdes, achara melhor esperar que ele falasse.
Compraram os bilhetes e ficaram por alguns minutos calados, Otávio fala para Leo que algo o pertubava ainda, sim descobrira que não havia rompido com o passado, conversaram mais alguns instantes, o filme começou, calaram-se, Otávio afundou-se na poltrona e concetrara-se no filme, há tempos queria ver SEXO COM AMOR, momentaneamente esqueceria tudo aquilo, o cinema assim como a música tinham o poder de deixar-lher voar livrementes pelas asas da imaginação, ri das cenas, seu rosto já não possuia aquele expresssão de susto, estava leve, para não dizer étereo, ao témino da sessão comeram alguma coisa e ficaram poor ali mesmo trocando impressões sobre o filme, depoisLeo ofereceu uma carona para Otávio, este educadamente recusa o convite queria aproveitar a aragem fresca e ir caminhando.
Seriam oito quadras ou meia hora de uma boa caminhada, náo iria pela via principal escolhera uma rua mais tranquila, na rua deserta pode colocar para fora toda a emoção contida, lágrimas furtivas insistiam em escorrer, mas não, não choraria mais, foi naquela mesma rua que tempos atrás ele prostara-se aos pés de Pedro que não terminasse tudo, foram tentativas vâs, sentara-se no mesmo banco e deixava agora as lágrimas escorrerem sem medo algum, era um choro silencioso, um lamento, uma dor, quem passasse ao longe veria aquele homem alto, encolhido, com as pernas juntas ao tronco, se condoeria, se apiedaria, ficara por mais de uma hora naquele torpor, parara em algum lugar limpara os olhos ainda marejados, comprara uma coca-cola, iria pra casa, já ia além das vinte duas horas, ao chegar em casa fora saudado por todos, entrara direto para o seu quarto.
Começa alí mesmo na cama a devorar pela enésima vez a poesia densa de Fernando Pessoa, algumas ele já sabia de cor, tirara a roupa, ficando de cueca samba canção e camiseta, ele adorava isto, dormiria por toda a eternidade que durasse aquele sono refazejo, mas mal adormecera, a luz acesa, o incenso ainda ardendo, aparece Augusto um amigo de longa dsitância entrando no seu quarto, invadindo a suaa privacidade...

Mensagem deOrion Segunda-feira, Maio 31, 2004

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