Sonhos de Ícaro
Outros Sonhos


Terça-feira, Março 16, 2004



Meu corpo já não reage aos estímulos, estou letárgico, foram horas sob o efeito da droga que me mantém vivo, narcotizado, sim não havia como escapar de ti, meu corpo reclamava havia dias, a tua ausência.
Vinhas do nada ao cair da noite!
Meu corpo ardia na febre dos desejos nos recônditos da carne, eu ardia em chamas a cada toque de tuas mãos sobre o meu corpo, tua boca colava na minha, despia-me no olhar, despia-me até a alma, eu já não me pertecencia, amarrava e amordaçava, vendava- me os olhos, e sensações indescritíveis aos sentidos humanos percorriam como ondas elétrica, num choque emtoda a extensão de meu corpo dilacerado, em carne viva, assim eu ficava.
Como se fosse magia brincava com cada um dos meus sentidos, sim eu era teu escravo, e escravo de mim mesmo, não consegui me libertar do teu julgo, e não fazia por onde e nem queria.
Cada gota de cera em meu corpo derramada era um germido, um lamento, era um aí, que apenas poucos saberiam traduzir em prazer, entre suores e odores, usavamo-nos.
Não havia medo, nem temor, não havia palavras, elas não se faziam necessária naquel ritual, fui me apaixonando, via em ti a materialização dos meus instintos carnais.
A primeira vez que trocamos olhares, faíscas saltavam aos olhos, era um mix de desejo e medo, ficamos tal qual dois jogadores de xadrez, estudavámos um o movimento do outro, um jogada errada, um sucumbiria, agíamos cientes que um empate neste jogo seria o prudente, desejavamo-nos mais e mais.
O corpo já não escondia, era tudo ou nada.
Teu corpo serpenteava, o meu também, nossas bocas então se encontraram, apenas nossas bocas, um beijo lascívo e doentio seria o desvendar do que viria pela frente, já não nos importavamos com o público alí presente, aos voiyeurs eramos o motivo de seus mais secretos desejos.
Nossas mãos fortes se encontram, sequiosas de um outro corpo, exploram cada pedaço de pele, o suor escorre, sem camisas, pêlos entrelaçam-se num emaranhado confuso de corpos, estamos juntos mano a mano, presos por um fio invisível.
Teu corpo e a tua alma fundem-se num só!
E preso na cela escura, já cansado das brincadeira com velas, sons e sensações me imobiliza, e vem por cima senta-se por cima, arranca-me as vendas e as mordaças, solta os grillhões libertando-me as mãos, puxo-te nesta hora pelos cabelos, e enfio minha língua dentro da tua boca, e cavalgas num ritímo calmo, ora violento, e suor a escorrer, te abraço, cada vez mais forte, me alucinas, me enebrias, aperta-me o falo intumescido, num mister de dor e prazer, quase sucumbo, mas não agora, quero mais, vejo o teu gozo se aproximando.
No apíce, singro a tua carne com minhas garras afiadas tal qual uma nau nas ondas, sangras tatuo-te na carne fria, um "C ", de C..., de Cavalo, ao sentir o sabor do teu sangue, entro com mais violência, sentes o prazer, teu gozo ante tal ato, torna-se inevitável, aprisiono o meu gozo dentro de ti, foi o meu erro provar do teu sangue e deixar em ti o meu gozo, o meu algoz!
E cá estou a esperar...
Mensagem deOrion Terça-feira, Março 16, 2004

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